1.1. Relação entre quantidade demandada e preço do bem

André Franco Montoro Filho

            Podemos representar a relação entre quantidades demandadas e preços dos bens da seguinte maneira:
Dx = f(Px), tudo o mais permanecendo constante
            Normalmente teremos uma relação inversa uma relação inversa entre o preço do bem e a quantidade demandada. Quando o preço do bem cai, este fica mais barato em relação a seus concorrentes e, desta forma, os consumidores deverão aumentar  seu desejo de compra-lo. De outra forma, os consumidores deverão aumentar seu desejo de comprá-lo. De outra parte, quando o preço cai, o indivíduo fica mais rico em termos reais. Por exemplo: com R$ 100,00, eu posso comprar um par de sapatos se o preço for R$ 100,00, e dois se o preço cair pela metade, e quatro se o preço for R$ 25,00. Quando o indivíduo fica mais rico, normalmente aumenta suas demandas. Por estas duas razões, o bem fica relativamente mais barato e o consumidor com maior poder de compra; deve-se esperar que, quando o preço de um bem ou serviço caia, a quantidade procurada aumente.
            Esta é uma hipótese plausível e já testada várias vezes para diversos produtos. Mas há uma limitação: tudo o mais permanecendo constante. É um efeito isolado. Na realidade, muitos efeitos aparecem conjuntamente, e é difícil fazer a separação de cada um.
            Podemos construir uma curva mostrando a relação entre a demanda e o preço da mercadoria. . Essa curva, chamada curva de procura mostra a relação entre o preço do bem e a quantidade deste bem que o consumidor está disposto a adquirir num certo período de tempo, tudo o mais permanecendo constante, ou seja, não variando o preço dos outros bens, a renda e o gosto do consumidor.

Curva da Procura:

1. Teoria Elementar da demanda

André Franco Montoro Filho

Costuma-se definir a procura, ou demanda, individual como a quantidade de um determinado bem ou serviço que o consumidor deseja adquirir em certo período de tempo.
            Nesta definição é preciso destacar dois elementos. Em primeiro lugar, a demanda é um desejode adquirir, é uma aspiração, um plano, e não sua realização. Não se deve confundir procura com compra, nem oferta com venda. Demanda é o desejo de comprar. Em segundo lugar, a demanda é um  fluxo por unidade de tempo. A procura se expressa por uma dada quantidade em um dado período.
            Mas do que depende esta procura, ou este desejo de adquirir? Quais são os fatores ou variáveis que influenciam a procura?
            A teoria da demanda é derivada de hipóteses sobre a escolha do consumidor entre diversos bens que seu orçamento permite adquirir. O que se almeja é explicar o processo de escolha do consumidor perante as diversas alternativas existentes. Tendo um orçamento limitado, o que quer dizer, um dado nível de renda, o consumidor procurará distribuir este orçamento (renda) entre os diversos bens e serviços de forma a alcançar a melhor combinação possível, ou seja, aquela que lhe trará o maior nível de satisfação.
            Costuma-se apresentar quatro determinantes de procura individual:
1. preço do bem;
2. preço dos outros bens;
3. renda do consumidor;
4. gosto ou preferência do indivíduo.
            Em linguagem matemática expressaremos essas relações da seguinte forma:
Dx = f(Px, P1, P2 ,..., Pn, R, G)
Sendo:
Dx = a demanda do bem x
Px = o preço do bem x
Pi = o preço de outros bens, i = 1, 2, ..., n
R = renda
G = preferências
            Para estudar a influência de cada fator sobre a procura é preciso fazer uma simplificação, pois estudar tudo em conjunto é bastante complexo e exigiria um instrumental matemático mais elaborado. A simplificação consistirá em considerar cada efeito, cada variável, separadamente, fazendo a hipótese de que tudo o mais permaneça constante. Esta hipótese é também conhecida como a cláusula do coeteris paribus. Por exemplo, dizemos que,coeteris paribus a demanda é função do preço.
  

Campanha Não Calem o Whatsapp

O mercado oligopolista, entendendo como oligopólio um mercado composto por poucas empresas, está entrando com uma ação contra aplicativos como WhatsApp, Viber, Messenger do Facebook entre outros. Isto pois, tais aplicativos são concorrentes indiretos, porém concorrentes potenciais de empresas como Claro, Tim, Vivo e Oi. Essas empresas telefônicas, devido a tal concorrência indireta com os aplicativos, estão perdendo dinheiro, por causa do demasiado uso de tais aplicativos que necessitam apenas de acesso a internet para estabelecer conexão entre os usuários. 
Visando evitar a proibição dos aplicativos citados, está rolando uma campanha na internet, a qual pede a a assinatura dos usuários como forma de contribuição com o protesto:

Link para assinar o abaixo-assinado: http://adf.ly/1SDclX

9.4 Regra do mark-up e formação de preços

Introdução à Economia – Gremaud, Diaz, Azevedo e Toneto Júnior

            Quando nos restringimos aos casos extremos de estrutura de mercado – concorrência perfeita ou monopólio -, um problema extremamente comum à vida das empresas, a determinação do preço de seus produtos, é colocado em segundo plano. Em concorrência perfeita, as firmas são insignificantes frente ao mercado, não lhes restando outra alternativa a não ser tomarem o preço estabelecido. No caso do monopólio, a firma reina absoluta no mercado, podendo definir o preço ou a quantidade a ser produzida, com o objetivo de atingir o maior lucro possível, ou seja, igualando sua receita marginal ao custo marginal. A pergunta que se coloca nesse momento é “como é determinado o preço na grande maioria das empresas?”.
            Hall e Hitch (1939), optaram por procurar a resposta a partir da observação direta do processo. Para tanto, eles investigaram diversas empresas, em sua maioria pertencentes ao setor industrial, concluindo que o preço era, via de regra, determinado de modo bastante simples, por meio de uma margem fixa, denominada mark-up, que incidia sobre o custo variável médio (CVme), procedimento que os autores denominam por “princípio do custo total”. Na prática, portanto, muitas empresas determinam com a seguinte regra simples:
P = CVme (1 + mark-up)
            Restava ainda explicar como as empresas determinam o nível de sua margem (mark-up). Um primeiro passo nessa direção foi reconhecer que essa margem não deve ser confundida com o lucro da empresa, uma vez que ela incide somente sobre o custo variável médio. Uma parte dela, portanto, destina-se a cobrir o custo fixo médio. Assim, setores que necessitam de grandes investimentos em capital fixo – por exemplo, o setor siderúrgico – vão apresentar mark-ups mais elevados, sem que isso necessariamente implique maiores lucros.
            Além disso, está também embutida no mark-up uma margem de lucro, cujo tamanho depende das vantagens que uma empresa detém em relação aos seus concorrentes. Se uma empresa não se distinguir por alguma vantagem na concorrência – como menores custos de produção, produtos superiores ou acesso privilegiado a alguma tecnologia -, não há como manter uma margem de lucro elevada sem atrair outras empresas para o seu mercado, o que levaria a uma queda da margem de lucro no momento seguinte. Entre as principais determinantes dessa capacidade de manter uma margem de lucro de modo sustentável estão as condições de entrada e saída em um mercado.


ESTRUTURA DE MERCADO


-Mercado: definição e delimitação
Um mercado é em sua definição mais simples, o espaço de troca entre compradores e vendedores. Em uma perspectiva estratégica, o mercado é também o espaço de concorrência entre as firmas que disputam a renda dos consumidores de um determinado conjunto de produtos substitutos próximos entre si. Por este motivo, é usual utilizar-se o conceito de elasticidade cruzada da demanda, para se definir o grau de substituição entre os produtos que permite enquadrá-los em um mesmo mercado.
Este passo preliminar – a delimitação do mercado – é muitas vezes difícil de ser feito, sendo também bastante mutável, conforme se alteram as preferências dos consumidores ou os produtos disponíveis. O ponto de partida é identificar o grau de substituição entre os diversos produtos. Por exemplo, no caso da AmBev, seus principais produtos são cervejas, de diversos tipos e embalagens, e refrigerantes. Esses produtos constituem um único mercado de bebidas ou são distintos? No caso de cervejas, devem-se considerar as demais bebidas alcoólicas – vinhos, cachaça, coquetéis, whisky etc. – como parte de um mesmo mercado ou há mercados diferentes para, por exemplo, cervejas premium e cervejas em geral? Finalmente, o mercado  é delimitado por quais fronteiras geográficas? Há um mercado brasileiro, regional, do Mercosul ou mundial? São questões muitas vezes difíceis de serem respondidas, mas que são absolutamente essenciais para se saber qual é a estrutura de mercado e, portanto, qual deve ser o impacto de uma estratégia de fusão como a que resultou na AmBev.
Após a mensuração de diversas elasticidades cruzadas de demanda e o exame do deslocamento geográfico dos produtos, pode-se concluir que há, no Brasil, cinco mercados regionais de refrigerantes e de cervejas. Os diversos tipos de cerveja – pilsen, bock etc. – e de embalagens – latas, vidro retornável ou one way – fazem parte de um mesmo mercado, dado o elevado grau de substituição entre eles. Desse modo a fusão entre Antartica e Brahma afetou diretamente não apenas um mercado, mas dez mercados distintos no Brasil: cinco de cerveja e cinco de refrigerantes.
Algumas vezes, a delimitação de um mercado chega a resultados inusitados para quem não conhece profundamente as características do produto analisado. Quando perguntada sobre os principais concorrentes da Kopenhagen, empresa fabricante de chocolates fins, sua gerente de franquias, Vânia Nicolino, disse que não havia concorrentes diretos, não considerando Ofner, Nestlé ou Lacta como participantes de ser mercado. Em um segundo momento, relatou que os concorrentes mais próximos eram aqueles que atuavam no segmento de joias! Pelo coerente argumento da Gerente da Kopenhagen, quem comprava seus produtos não desejava a satisfação da gula por chocolates, mas buscava o símbolo de um presente especial, com a conotação de um gesto de afeto. Por conta disso, a Kopenhagen tem suas vendas muito concentradas em datas especiais, como o Dia dos Namorados, Dia das mães e Natal, datas que também concentram as vendas de joias, disputando com este segmento a mesma renda do consumidor.



Programação Dinâmica Determinística

A programação dinâmica (PD) determina a solução ótima de um problema de multivariáveis decompondo-o em estágios, sendo que cada estágio compreende um subproblema com uma única variável. A vantagem da decomposição é que o processo de otimização em cada estágio envolve apenas uma variável, uma tarefa mais simples em termos de cálculo do que lidar com todas as variáveis simultaneamente. Um modelo PD é basicamente uma equação recursiva que liga os diferentes estágios do problema de maneira que garante que a solução ótima viável de cada estágio também é ótima e viável para o problema inteiro.
            A notação e a estrutura conceitual da equação recursiva são diferentes de quaisquer outras que você tenha estudado até aqui. A experiência mostrou que a estrutura da equação recursiva pode não parecer lógica para um principiante. Se você já passou por experiência semelhante, sabe que o melhor procedimento é tentar implementar o que lhe pareça lógico e então executar os cálculos de acordo com isso. Você não tardará a descobrir que as definições apresentadas no livro são as corretas e, durante o processo, aprenderá como a PD funciona.
            Embora a equação recursiva seja uma estrutura comum para a formulação de modelos de PD, os detalhes da solução são diferentes. Somente pela exposição a diferentes formulações é que você conseguirá ganhar experiência em modelagem de PD e solução de PD.

Aplicação real – Otimização de corte transversal e alocação de toras na Weyerhaeuser
            Árvores antigas são cortadas e serradas em toras para fabricar diferentes produtos finais (como madeira para construção civil, compensado, placas ou papel). As especificações das toras (por exemplo, comprimento, diâmetros finais) são diferentes dependendo da serraria onde as toras serão usadas. Com árvores cortadas de até 35 metros de comprimento, o número de combinações de cortes transversais que atende aos requisitos da serraria pode ser grande, e a maneira como a árvore é desmembrada em toras pode afetar a receita. O objetivo é determinar as combinações de cortes transversais que maximizem a receita total. O estudo usa a programação dinâmica para otimizar o processo. O sistema proposto foi implementado pela primeira vez em 1978, resultando em um aumento anual do lucro de no mínimo $ 7 milhões.

NATUREZA RECURSIVA DOS CÁLCULOS EM PD

            Os cálculos em PD são feitos recursivamente, de modo que a solução ótima de um subproblema é usada como dado de entrada para o subproblema seguinte. Quando o último subproblema é resolvido, a solução ótima para o problema inteiro está à mão. O modo como os cálculos recursivos são executados depende de como decompomos o problema original. Em particular, os subproblemas normalmente estão ligados por restrições em comum. À medida que passamos de um subproblema para o seguinte, a viabilidade dessas restrições em comum deve ser mantida.

Fonte: Taha

O que é Taxa Selic

Tendo como fonte o Banco Central: Taxa Selic ​A Selic é a taxa básica de juros da economia. É o principal instrumento de política monetária ...